Conhecer as diferentes categorias ajuda a estruturar uma carteira mais equilibrada e alinhada ao perfil de risco
O mercado acionário brasileiro reúne empresas de diversos setores, portes e graus de maturidade, oferecendo uma ampla variedade de oportunidades para investidores com objetivos distintos. Mais do que escolher uma empresa específica, entender os tipos de ações disponíveis é um passo importante para quem busca montar uma carteira coerente com o perfil e com o cenário econômico. Em 2026, marcado por expectativas de crescimento moderado e maior seletividade por parte do mercado, essa compreensão tende a ganhar ainda mais relevância.
Ao analisar as ações, investidores podem combinar ativos com características complementares, equilibrando potencial de valorização, geração de renda e exposição ao risco. Essa abordagem contribui para uma alocação mais consciente, ainda que não elimine incertezas ou garanta resultados específicos.
Embora seja informativo, este conteúdo não é uma recomendação de investimento.
Ações ordinárias (ON) e o direito de voto
As ações ordinárias, identificadas pelo ticker com final “3” na bolsa brasileira, concedem ao acionista direito de voto nas assembleias da companhia. Isso significa participação direta nas decisões estratégicas, como eleição de conselheiros e aprovação de mudanças relevantes na estrutura da empresa.
Para investidores interessados em governança corporativa e influência nas decisões, esse tipo de ação costuma ser atrativo. Em 2026, a atenção à qualidade da gestão e à transparência tende a continuar no radar do mercado. Isso pode tornar as ações ordinárias relevantes em estratégias de longo prazo, especialmente em empresas com histórico consistente de boas práticas.

Ações preferenciais (PN) e prioridade em dividendos
As ações preferenciais, geralmente identificadas pelo ticker com final “4”, não oferecem direito de voto, mas costumam garantir prioridade no recebimento de dividendos ou na preferência no reembolso de capital em caso de liquidação judicial ou falência. Esse tipo de ação atrai investidores focados em geração de renda passiva em vez de participação nas decisões.
Em um ambiente onde os juros ainda influenciam as escolhas de investimento, ações preferenciais podem ser vistas como uma alternativa para quem busca complementar renda, desde que os fundamentos da empresa sejam sólidos. Avaliar políticas de distribuição e sustentabilidade dos pagamentos é parte essencial dessa análise.
Ações de crescimento (growth) e potencial de valorização
As chamadas ações de crescimento estão associadas a empresas que reinvestem grande parte dos lucros para expandir operações, desenvolver novos produtos ou ganhar participação de mercado. Em geral, essas companhias apresentam taxas de crescimento acima da média, mas também maior volatilidade.
Para 2026, o interesse por ações growth pode estar ligado a setores que se beneficiam de inovação, tecnologia ou mudanças estruturais na economia. O investidor que opta por esse tipo de ação costuma aceitar oscilações mais intensas no curto prazo em troca da expectativa de valorização no longo prazo.
Ações de valor (value) e oportunidades em empresas consolidadas
As ações de valor estão associadas a empresas já consolidadas, muitas vezes negociadas a preços considerados baixos em relação aos fundamentos. Essa percepção pode surgir por conta de ciclos econômicos, desafios pontuais ou mudanças no setor em que atuam.
Em um cenário de maior seletividade, ações value tendem a atrair investidores interessados em margem de segurança e potencial de recuperação. A análise costuma envolver indicadores como lucro, patrimônio, endividamento e posição competitiva. Assim, ajuda a identificar se o desconto observado faz sentido frente às perspectivas do negócio.
Ações de dividendos e geração de renda recorrente
As ações focadas em dividendos pertencem a empresas que mantêm histórico consistente de distribuição de lucros aos acionistas. Elas são frequentemente associadas a setores consolidados com geração de caixa estável, favorecendo pagamentos regulares.
Para investidores que buscam renda recorrente, esse tipo de ação pode ter papel importante na composição da carteira. Em 2026, a avaliação da capacidade de geração de caixa e da política de distribuição continua sendo fundamental, já que a sustentabilidade dos dividendos depende diretamente da saúde financeira da companhia.
Compreender esses cinco tipos de ações ajuda o investidor a enxergar o mercado de forma mais estruturada. Ao combinar diferentes categorias, é possível montar uma carteira mais diversificada e alinhada aos objetivos pessoais, sempre considerando horizonte de investimento, tolerância ao risco e contexto econômico.